REPÚBLICA OU RÉ - PÚBLICA
15 de Agosto, 2013 por Lucianno Di Mendonça


Por Lucianno Di Mendonça ©

Qual o limite da tolerância num país com tanta discrepância?
E se um partido nazista fizer muitos congressistas?
Como ficaria a democracia se um ditador fosse eleito pela maioria?
Mas deixemos isso para a filosofia, pensarei nisso o dia que ler: O Mundo de Sofia

Manifesto por um plebiscito, pelo direito de não votar
Porque não posso escolher não escolher?
Quero exercer minha cidadania
Não elegendo ninguém para essa patifaria

Que liberdade de expressão é essa
Que não posso expressar indignação?
Voto facultativo faz o candidato analisar se comprar votos é decisivo
E mostra na abstenção como o sistema é apodrecido

"Votarei no menos ruim"
O quê?
Você quer continuar
Comendo capim?

“Mamãe não quero ser prefeito”
Ninguém pode governar bem sem que o tornem suspeito
Se o judiciário não julga e penaliza conluios do legislativo e outros estelionatários
Que compram voto e fazem conchavo com um bando de otário

Mas grito em cima do banco:
Vote em Branco!
Exerça esse direito
Libere essa revolta dentro de seu peito!

"Votar em branco não é exercer cidadania"
Ah vamos, livre-se dessa tirania
Onde está escrito esse decreto?
Não se muda um país sendo politicamente correto

A tecla do Branco está em todas as urnas eletrônicas
Tem na cédula um quadradinho especial
Venha, podemos boicotar
Os caras de pau

Voto Nulo e Branco antidemocraticamente não são válidos
Mas é uma forma de manifestar
Contra esse partidarismo e autarquia
Disfarçados de democracia

"Se o “Branco” tiver mais votos não se pode fazer nada!"
Concordo criatura! Mas onde vamos parar se continuar nessa toada?
Caso o Branco seja eleito, prometo que "O nada", além de não roubar nada
Fará muitos bandidos e vagabundos baterem em retirada

Ao ver falta de atendimento em hospital
E na educação descaso total
Ao pensar no sistema político sinto repugnância
Não dá mais para ter estúpida tolerância

Estou cansado dessa palhaçada
Estou exasperado de esperar
Democracia é a PUTA QUE PARIU!
Só não vê isso quem não ama o Brasil

Por isso, da poesia subo no palanque
O sangue do povo tem que ser estanque
Estou cansado de eleger enquanto eles dão risada
Quem apóia essa parada... aplauda enquanto desço pela escada.

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CONCURSO DE POESIA (POETRY SLAM)
15 de Agosto, 2013 por Lucianno Di Mendonça
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Participei no último sábado do primeiro Slam de Goiás. É uma competição de poesia falada (spoken word) e performática, onde um júri popular, escolhido entre o público, dá nota aos slammers (poetas), levando em consideração dois critérios: a poesia e o desempenho.

Meus parabéns a todos participantes e organizadores (William Trapo, Walacy Neto e toda galera). Agradeço a todos amigos (as) que me incentivam com todo carinho que recebo além do que mereço. Porteriomente publicarei as poesias que recitei no concurso.

SOMOS CAIXA DE PANDORA
29 de Julho, 2013 por Lucianno Di Mendonça
a

Por Lucianno Di Mendonça ©


Somos nossas histórias
Que contamos através de lágrimas
Sorrisos... e... e... esquecimentos

Somos pigarrear de infecção hospitalar
Contradição na mesa do bar
Desencontro do que se foi e não esvai

Somos o vomitar da moralidade
Arroto de espiritualidade
Máscaras mordazes

Somos o medo de partir
Insegurança de estar
Inconstância da onda do mar

Somos liberdade! Que maltrata
Lembrança da música sacra
Certeza que massacra

Somos o olhar que desviamos
O beijo que não damos
Somos o silêncio... ao longo dos anos

Somos o porão da humanidade 
Descrença dessa cidade
Falso brilhante de vaidade

Somos a caixa dos males de Pandora
O desespero que apavora
A esperança que se contorce e ora

Somos o que a Wikipédia não define
Somos quem curtimos deletamos e navegamos
Somos o que fazemos do Autor da Vida... que matamos


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NO MAR ESTAVA ESCRITA UMA CIDADE
28 de Junho, 2013 por Lucianno Di Mendonça
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Por Lucianno Di Mendonça ©

Passeando lenta e sossegadamente em deslumbre pelo calçadão contemplando o mar em Copacabana, ouço alguém me chamando.

- Ei! Psit! Coisinha! O que você está lendo?
- Que isso? De onde vêm essa voz?
- Jovem, é com você que estou falando. O que você está lendo?
- Mas não há ninguém aqui! – Falo em voz alta.
- Como não? Não está me vendo? Como pode ler alguma coisa e não enxergar nada?

Olhei para uma estátua sentada num banco e tive a impressão que sua boca estava mexendo, fixei os olhos na escultura, eis que cruzou as pernas, apontando para o banco, convidando-me a sentar.

Como estávamos diante dos primeiros raios do nascer do sol e não havia ninguém por perto, resolvi ouvir o que aquele distinto sr. tinha para dizer.

- Pois não, pode falar.
- Falar o quê? “Tudo que tenho para dizer estão em minhas obras”[1]. Só quero saber o que você está lendo?
- O sr. é sempre mal-humorado?
- Não sou mal-humorado, apenas tímido com estranhos.
- Se não gosta de conversar com estranhos, porque me chamou?
- Vou repetir apenas mais uma vez: “que-ro-sa-ber-o-que-es-tás-len-do?”
- O sr. é maluco? Não está vendo que estou caminhando apenas olhando para o mar?
- Como vocês mortais são rasos em seus olhares! Justamente por que estás notando algo, pergunto o que estás lendo. “Se procurar bem, você acaba encontrando./ Não a explicação (duvidosa) da vida,/ Mas a poesia (inexplicável) da vida.”

- E pare de me chamar de sr. sr. sr.
- Ok. Como você aguenta ficar de calças, camisa e sapato nesse calorão?
- Acordei há pouco. Em alguns minutos vestirei sunga e boné para tomar banho de sol e mar.
- Ah sim. Deve ser bom fazer isso todos os dias nesse paradisíaco lugar, mas não se esqueça do protetor solar.
- No meu caso, passar um paninho úmido já resolve.
- O que você está lendo? – Indago.

- Isso é plágio, perguntei primeiro! Estou escrevendo uma carta ao meu amigo Mário de Andrade, ele disse que meu poema Momento Feliz “é a pior coisa deste mundo”, estou dizendo que ele é “tão/ de tal modo extraordinário/ que cabe numa carta.”
- Não fique zangado, apenas curta os momentos felizes que tiveram juntos.
- Você tem razão. O problema é que desde que mudei para esse banco, roubaram meus óculos várias vezes.
- Porquê não liga para a polícia?
- Ligo. Uso aquele orelhão. – Apontando o dedo. - Mas quando chegam, ficam tirando retrato comigo. Não gosto disso, “como a cara que Deus me deu não é das mais simpáticas, e costuma ficar ainda pior quando fotografada, costumo fugir das objetivas como o diabo foge da cruz.”
- É, mas no seu caso, acho que não dá para fugir.
- Será?

- De que material você é feito?
- Bronze. Quase igual a Itabira – MG, cidade onde nasci, no passado tinha em seus arredores “o maior minério de ferro do mundo, onde noventa por cento das calçadas era de ferro, e as almas eram oitenta por cento de ferro também.”
- Qual seu nome?
- “Meu nome é tumulto, escreve-se na pedra.”
- Não. Digo o de batismo.
- Carlos.
- De quê?
- Drummond de Andrade.
- Muitíssimo prazer Drummond! Estou lendo um de seus livros de crônicas, O Poder Ultrajovem. Quero conhece-lo mais.
- Leia O mar.
- Nunca ouvi falar desse. É um de seus livros?
- Não. Sou escrito por ele.
- Onde encontro?
- Atrás de você. São essas páginas passadas como ondas misturadas com sal e vida.
- Acho sensacional sua sensibilidade para transformar coisas simples em grandes e belas.
- Todo bom escritor é assim meu jovem.
- Mas uns são mais que outros.
- É só ler mais.
- Mas nesse sentido todos leem.
- Será?
- Qual a diferença então?
- A diferença que muitos leem apenas a aridez de si mesmos e alguns interpretam a diversidade e mistérios do mar.

- Carlinhos... – Menciono seu nome no diminutivo buscando alguma intimidade.
- Está melhorando. – Responde esticando as pernas abertas, inclinando o tronco reluzente para trás, apoiando-se nos dois braços.
- Você não se sente só nesse banco?
- Não podes imaginar quantas confissões ouvi nesse assento, algumas fiquei de cabelo em pé.
- Mas você não fala nada?
- Eles não querem ouvir. “Hoje quedamos sós. Em toda parte/ somos muitos e sós. Eu, como os outros/ Já não sei vossos nomes nem vos olho/ na boca, onde a palavra se calou.”
- Eles vão embora e nunca mais voltam?
- "Pois de tudo fica um pouco. Fica um pouco de teu queixo no queixo de tua filha. De teu áspero silêncio um pouco ficou."

- Até quando vai morar aqui?
- Até o dia em que for lembrado. – Drummond tira os óculos esfregando os olhos.
- Apesar de ser um poeta do Modernismo, os jovens pós-modernos não o conhecem muito ?
- Será? Mas tudo bem, “como ficou chato ser moderno/ Agora serei eterno.”
- “E agora José?” De Alencar...
- Meu nome não é José, é Carlos, você é maluco? – Responde atirando o caderno e caneta no banco com violência.
- Agora quem te pegou fui eu.
- Ah, por um momento me esqueci. – Damos risadas, bate em meu ombro dizendo:
- Essa foi boa!
- Ei, devagar com essa mão ai... Você tem face?
- Claro que tenho, só porque é de bronze acha que não existe?
- Não é isso. Quero saber se tem perfil em redes sociais?
- O que é isso?
- Esqueça. Com um cérebro desses, quem precisa de face?

- “A festa acabou/ A luz apagou” Tenho que voltar para minha cidade. Ano que vêm voltarei para conversarmos mais.
- Espero que volte com melhores leituras, e lembre-se: “no mar estava escrita uma cidade”[2].
- Me esforçarei, mas no meu caso: no cerrado está escrito uma cidade.
- Não importa onde, o importante é que as palavras estão em todos os mares, cantos, olhares e ares.
- Posso subir em seus ombros para ler os limites do mar?
- Claro, é o que mais fazem comigo desde que encontrei as primeiras palavras.
- Nunca me esquecerei desse dia...
- Que dia?
- Deixe pra lá.

Dou um abraço apertado em Carlos Drummond de Andrade. Tenho a impressão de sentir seu coração batendo. Lágrimas escorrem pelo bronze talhado, beijo sua testa. Ele diz:
- Cuidado. “No meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ Tinha uma pedra/ No meio do caminho tinha uma pedra.”
- Pode deixar.

Há alguns passos de distância, olhando o horizonte, ouço o grito de Drummond:
- Jovem? O que você está lendo?
Paro. A palavra se cala por um momento... Respondo:
- Estou lendo como a poesia eterniza palavras e palavras à homens.

Virando a esquina, dou a última olhadela. O pequeno gigante está de pé defronte ao mar. Põe novamente as lentes. Com uma mão na cintura e a outra sobre os olhos querendo ler ao longe. Senta-se, recoloca o caderno no colo e cruza os braços sobre as pernas. Lágrimas pulsam de meus olhos...

A vida volta a (a)normalidade, barulho, carros, buzina e caminhantes perpassam descuidados ao poeta e a leitura do mar, será?

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[2] Verso escrito no banco da estátua de Drummond, próximo ao Posto 6 na praia de Copacabana – RJ.

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24 de Junho, 2013 por Lucianno Di Mendonça

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Por Lucianno Di Mendonça ©


Graciliano Ramos dizia: “escrever pode ser uma atividade de poucos, mas não para poucos: a palavra não foi feita para brilhar, mas para dizer". Conclusão tão óbvia ao mesmo tempo que reveladora.

Aprendi que através da palavra estabelecemos relacionamentos. Acho fascinante um amontoado de letras soltas e sem sentido formar palavras, que originam orações, que por sua vez dão concretude a pensamentos, opa, é a linguagem que faz o pensamento ou é o pensar que constrói a linguagem? Fico com a segunda opção, pois, muitas pessoas não pensarem para falar. Que os linguístas pensem e nos digam sobre isso.

Um teólogo que contemplou o pôr do sol no século XVI na era das trevas, pode nos tocar pelos raios de seu pensamento em forma de palavras desemboladas, juntadas e escritas naquele entardecer. Um raio de sol naquele ocaso tocou uma mente, que por sua vez viajou através de sinais gráficos e veio comunicar conosco no século XXI. Você poderia imaginar isso não fosse pela escrita?

Se pudermos classificar a identidade de um povo, não é por sua economia, nem valores morais, éticos ou religiosos, mas sua língua. Numa dimensão fracionada podemos aplicar o mesmo princípio ao indivíduo. A palavra é o elo entre o abstrato e o palpável em contornos simbólicos.

Por tudo isso, a partir de hoje irei publicar esporadicamente em minha página do facebook alguns de meus textos. Não havia feito ainda por alguns motivos:

1 – Há muitas pessoas e conteúdos excelentes no face, mas normalmente, escrever em redes sociais tem que ser pop (a não ser em fanpages), isso nunca fui nem serei. Ex: popular em falar mal de políticos (concordo), pop em falar o que e como quiser sem medir consequências, frases de efeito, autoajuda, motivação, falar de Deus querendo agradar a todos, etc. Tudo isso passa a impressão de politicamente correto. A questão é que a palavra ‘tolerância’ só existe porque onde não há concordância deve haver respeito. E respeito só pode haver onde há liberdade de expressão. Há um inconsciente coletivo idiota e hipócrita trabalhando para dizer que tolerar é concordar, e quem não concordar com isso é intolerante. Por exemplo, para quem crê em Deus, é difícil de engolir os ateus, é como se eles fossem de outro planeta, que por outro lado, seu mecanismo de defesa é o ataque ofensivo e pessoal. Outro exemplo é alguém dizer que há uma Verdade absoluta num mundo onde se crê que tudo é relativo. Isso não é pop.

Como posso respeitar se não sei o que o outro pensa? No fundo no fundo não gostamos de conviver com as diferenças, isso mostra o quanto somos iguais numa faceta que gostaríamos que ficasse nas sombras. Quando falamos em liberdade de expressão, logo pensamos nos governos ditatoriais, militares, comunistas e opressivos, mas e nós, damos ao outro a liberdade de falar e se expressar sem discriminá-lo, ainda que não compartilhemos do mesmo pensamento? Nesse aspecto, somos muito intolerantes, pois, não conseguimos ouvir o que o outro tem a dizer, porquê? Porque fere nossas mais profundas convicções e não queremos pensar a respeito. A Revolução Industrial nos deu produtos em série, a pós-modernidade nos deu pensamentos em série (ainda que preguem o contrário), a individualidade virou do avesso, não há mais lugar para o diálogo. Claro, outro problema é não saber dizer com educação e amor o que se quer dizer ou não dizer o que não precisa ser dito.

2 – O facebook é o reflexo de milhares de aldeias globais. Temos amigos religiosos e ateus. Políticos e apolíticos, do partido da oposição e posição. Felizes e infelizes, frustrados e motivados. Casados e solteiros, caseiros e baladeiros. Igrejeiros e desigrejados. Católicos, evangélicos, espiritas, budistas, espiritualistas, revoltados contra o sistema, subservientes ao sistema. Atletas e sedentários. Metrossexuais e ásperos. Equilibrados e totalmente sem noção. Vaidosos e discretos. Hetero e homossexuais. Militantes e descrentes. Atirados e recatados. Manipulados e alienantes, livres e pensantes. Flamenguistas e vascaínos e outros e outros. Não achava justo centenas de amigos do face ter que ficar vendo minhas publicações sem gostar, apenas porque somos amigos, em meu subconsciente pensava ser covardia fazê-los passar por isso.

Mas por outro lado, o tempo todo recebo propostas de Marketing Multinível para ficar rico vendendo ilusão e ainda tenho que ficar vendo suas fotos com seus "líderes" fazendo "joinha" e como estão "felizes", "saudáveis" e "ganhando" dinheiro, todos os dias recebo mensagens de autoajuda religiosa que odeio, declarações de paixões sem fim num dia e ódio eterno no outro entre casais de namorados, várias vezes vejo brigas entre amigos e pares, alfinetadas, cotovelada nos dentes, voadeira na boca do estômago um do outro, de problemas que eu nem ninguém têm nada haver, mas tudo bem, a não ser que alguém more na fazenda, quem nunca ouviu briga de vizinho ou nunca foi o vizinho alterando a voz ou quebrando um prato ou copo de requeijão na parede? E já que é assim e não vai mudar, penso que também posso dizer o que penso sem ser inconveniente e cansativo.

3 – Dizem que há vidas que são livros abertos, mas escrever é entrar num nível de exposição ainda maior. O autor nunca está ali para dizer, se necessário: “não é isso que eu quis dizer, não é isso que você entendeu”. E quando leem o que falam sobre nós estão ouvindo a crítica de nosso livro aberto, mas quando decodificam o que escrevemos, decifram nossas entranhas, muitas vezes não lidas por nós mesmos.

4 - Ao longo de nossas vidas inevitavelmente somos estigmatizados por situações, eventos que nos ocorreram, decisões que tomamos, e na maioria das vezes somos julgados pelos estigmas e não por quem somos. Os estigmas tendem a nos encolher, faz-nos desejar “uma casinha branca de varanda/ um quintal e uma janela/ só para ver o sol nascer”, mas também nos lembra que somos humanos, e “quando me retraio olhando em cada rosto/ cada um tem seu mistério/ seu sofrer, sua ilusão”. Covardia seria resignar e fazer-se de vítima, quando somente nós podemos promover alguma mudança, e se não puder ou não achar necessário mudar, viver, simplesmente. O contrário seria viver complicadamente (o que é mais comum). E, não há aconchego melhor para acalentar a outros que nossas úlceras cicatrizadas.

5 – Para os padrões do face, escrevo muito, entendo que o propósito de seus criadores é esse mesmo: poucas palavras e muita imagem, talvez isso explique tamanho fenômeno. Nunca uma imagem valeu mais que mil palavras, mas sou daqueles que prefere infinitas imagens por trás uma palavra. Ler o livro ainda é mais emocionante que ver o filme, mas por preguiça ou falta de tempo vai o filme mesmo. Por isso, a maioria rolou a página passando por cima na corrida em direção a próxima publicação e próxima e próxima, outros leram as primeiras linhas, pouquíssimos virão até o fim, normal, também faço isso, com poucas coisas perdemos mais que 5 segundos por aqui. Se alguém tem mais de 1.000 amigos e se em média houver 1 publicação por dia por amigo x 5 segundos, daria 1h23min33s/dia, tempo para ler 4 livros/mês ou 48 livros/ano.

Espero por você em minha página pessoal, pois, se depender de leituras enquanto estiver rolando, nem eu pararia para saber o que está rolando. O mundo está dando voltas cada vez mais rápido e as 24h continuam as mesmas, ainda que os horizontes da barra de rolagem estejam cada vez mais distantes.

Enfim, tenho amigos que não curtem muito o que faço ou digo e vice versa, mas somos e sempre seremos amigos, nos respeitamos, temos liberdade para discordar, nos toleramos e amamos. Isso é amizade.

Para aqueles que gostam de escrever, incentivo a fazê-lo também, ou melhor, faça qualquer coisa que está escondidinho ai. Há quase 6 anos fui inspirado por um amigo carioca, o Fabio Basílio, e outros escrevem em blogs motivados pelo que nos viram fazendo. solte a voZ, rasgue o ♥ s Ä i Λ do paÐrãO, inverta as ¿ contemple o ∞ se vai ser só o ♦ ou não vai dar Ø não faz ≠ o importante é que você correu o ______________________ sem se espavorir. Não se preocupe com curtidas (e descurtidas) e comentários de pessoas que muitas vezes não entendem ou não leem o que está escrito, não queira brilhar... queira apenas dizer...
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QUEM TEM ALMA NÃO TEM CALMA
14 de Junho, 2013 por Lucianno Di Mendonça

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O Quarto em Arles de Vincent Van Gogh pintado em 1888

Artigo anterior relacionado: FELIZES ACUADOS

Por Lucianno Di Mendonça


E quem diz: “felicidade são momentos”? Esses, além de acuados estão com o disco furado na música “A felicidade” de Tom Jobim apenas num verso: “tristeza não tem fim, felicidade sim”. Esse verso tem uma realidade inquietante e óbvia: se a tristeza não tem fim, até nos momentos felizes somos tristes. Porquê? Slimples, porque sabemos que vai acabar. É o que certo filósofo conceitua de "a ânsia do querer e a angústia do possuir". Esmurramos, lutamos, nos matamos para conquistar e, quando possuimos o objeto de nossos mais profundos anseios, aquiecemo-nos que não era bem isso que imaginávamos.

Admiro pessoas que numa pequena frase resumem o que outros estão tentando dizer a anos e ainda não conseguiram. Um bom exemplo está no poema "não sei quantas almas tenho" de Fernando Pessoa que diz: “Quem tem alma não tem calma”.

Não consigo imaginar Jesus desejando felicidades aos discípulos, casas novas com piscina e carros na garagem, família perfeita como em foto de propaganda de margarina, realizações como publicidades do Itaú e, conquistas como em merchandising da Holding financeira Igreja Universal do Reino de Deus e suas cópias toscas. Há outro tipo de orientação nas palavras de Jesus.

Não concebo a ideia de os apóstolos fazendo discurso de autoajuda e motivação aos cristãos no primeiro século, pelo contrário, vejo-os dizendo: “a chapa vai esquentar, a fogueira será acessa, o caldeirão está fervendo com óleo, vocês serão perseguidos, apedrejados, alguns esfolados, empalados, esquartejados e mortos, tem certeza que querem seguir o Mestre ou querem desistir? Vocês podem ser mais felizes sem o Cristo”.

Jesus disse: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo”. Não disse: “no mundo serão mais felizes que todos”, pelo contrário, há necessidade de ânimo exatamente porque a coisa por aqui não seria nada boa.

Já viu aqueles religiosos paranoicos dizendo aos “doze ventos proféticos” que deus lhes prometeu isso e aquilo? Pode observar tais “promessas” são sempre na área financeira/saúde, relacionamentos ou ministerial, dificilmente foge dessa tríade, que falta de criatividade! Já viste também outro tanto de gente sem religião se comprometendo com coisas e se acabando para que sejam felizes? Paul Washer diz que Cristo prometeu duas coisas e nada mais: “uma cruz para nela morrer e a vida eterna”. Como bate fundo essa frase, como causa espanto e é rejeitada em detrimento da felicidade acuada. Quer promessa de Deus?! Quem quer promessa de Deus?! Receba: uma cruz para nela morrer!

Outro dia meu amigo Bolinha passeando pelas ruas de Belo Horizonte de carro, próximo ao semáforo viu um adesivo num carrão escrito em letras bem grandes: PRESENTE DE DEUS. Ele que normalmente é pacato, parou ao lado, abaixou o vidro, pediu que o motorista “abençoado” também abaixasse o vidro e perguntou:

- Olá, estou vendo que seu carro é um presente de Deus, e pela aparência deve valer uns 200 mil ?
- Mais ou menos, graças a Deus. – Respondeu com ar de humildade o feliz motorista testemunhando para a glória de si mesmo.
- Se é um presente, não pagou por ele ?
- Errr, sim, mas... então...
- Me responda uma coisa: porque o seu deus lhe dá um presente desses e deixa aquelas criancinhas ali pedindo esmolas, padecendo de fome sem um teto para dormir? - O rapaz nada disse, abaixou a cabeça, fechou o vidro e arrancou a máquina.

Esse cidadão poderia ter dormido sem essa ? Claro que aqui cabe uma discussão sociológica sem haver necessidade de responsabilizar a Deus, mas, queria saber o que faz pessoas colocarem adesivos dessa natureza em seus veículos, uma coisa sei, quer conhecer o que as igrejas estão pregando numa determinada cidade? Observe os adesivos nos carros dos crentes. Pode parecer que sou contra religião. Não. Sou contra estupidez. Alguns acham que não é possível ser religioso sem ser estúpido, mas isso também é apenas uma forma burra de tentar aparentar inteligência.

O que desejo aos leitores? Bom ânimo, boa alma! Busquem a Deus por Ele mesmo sem barganhas. Procure compreender a cruz de Cristo e então nela... morra!

Estamos chegando ao final desses artigos falando sobre essa tal felicidade. Quem os lê fragmentados pode pensar que sou frustrado e rabugento. Mas se ler todos terá um melhor entendimento do que penso sobre a questão.

Mas falta a cereja do bolo. No próximo artigo publicarei um poema sobre o tema. E posteriormente, voltamos mais objetivamente, talvez com mais dois artigos para encerrarmos.

Até lá... e lembre se que: delícia é se desperdiçar pelo Caminho.  

Ao Deus que transcende infinitas eternidades, Senhor de ilimitada criatividade, que se humilhou e nos amou com todo o amor que foi, é, e sempre será.

Continua em próximo artigo.

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DELÍCIA É SE DESPERDIÇAR PELO CAMINHO
31 de Maio, 2013 por Lucianno Di Mendonça
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Esse artigo é continuação de: PALHAÇOS AO QUADRADO

Por Lucianno Di Mendonça

Inúmeras são as vocações as quais devemos atentar. Só na Enciclopédia Barsa, são cinco definições, e cada uma abre um leque incontável de possibilidades. Por isso, para termos um melhor entendimento, devemos expandir um pouco além da definição 2 que discutimos até agora: "Tendência, propensão ou inclinação natural para qualquer estado, profissão, ocupação."

Veja a definição 1 da Barsa: "REL. Ato pelo qual a Providência predestina toda a criatura racional a um determinado fim". De acordo com essa descrição todo ser humano foi criado para um fim específico, e esse fim é estabelecido por Deus. Para simplificar, diante desse conceito podemos entender vocação como chamado.

Desde que entendi que "temos um fim determinado estabelecido por Deus" e não adianta que eu ou outra pessoa queira algo diferente para mim, e que isso significa atender a vocação (chamado) de Deus para servir ao próximo, muitas coisas se encaixaram em minha cabeça, inúmeras foram as consequências diretas disso em minha vida.

Deus nos dá o talento mas só nos realizaremos se servirmos as pessoas com aquilo que nos é particular, onde conseguimos desempenhar com facilidade, amor, excelência e plena satisfação, não importando em desperdiçar-nos naquilo que sabemos que nossas mãos e mentes foram designadas para aquele fim. Não sem razão a frase que apresenta esse blog é: "delícia é se desperdiçar pelo Caminho".

Outro dia num passeio ciclístico com alguns amigos, depois de muito pedalar e ficar exausto, chegamos numa cachoeira com duas quedas paralelas espetaculares. Colegas tirando fotos, conversando, escorando suas cicles, tirando lanches da mochila, mas por um tempo não pude fazer nada senão parar diante das quedas, sentar-me num tronco caído e contemplar aquela maravilha da natureza, tentando acompanhar o movimento da queda de cima até embaixo, ouvindo seu barulho, contando os segundos do percurso, congelando aquele momento e pensando: há quantas centenas de anos essas cachoeiras estão jorrando suas torrentes? E se elas não quisessem "desperdiçar" suas águas para seguir seu curso natural?

Quando vejo alguém desempenhando sua vocação (qualquer que seja) sinto-me muito inspirado, alegre e admirado. Muitos conhecem a história de um sapateiro que abordou Martinho Lutero perguntando como poderia servir melhor a Deus e ser um bom cristão, talvez esperando ouvir que era para deixar a profissão e se tornar pregador do evangelho, mas Lutero respondeu: "faça um bom sapato e venda por um preço justo."

Gostaria de ver esse senhor fazendo sapatos depois dessa conversa. Passando a mão na sola com carinho, separando os acessórios criteriosamente, colando as partes com assimetria rigorosa, brilhando os olhos virando-o lentamente sobre as mãos depois de pronto e, finalmente, vendendo a um preço justo a um rapaz que não tinha dinheiro para pagar por um bom sapato. Imagino esse jovem feliz da vida, vestindo o sapato, amarrando o cadarço, protegendo os pés rachados da caminhada nua, chorando e glorificando a Deus pela vida do sapateiro.

O alemão Johannes Kepler[1] foi um gênio da matemática, astronomia e filosofia do século XVII. Seus trabalhos serviram de base para Isaac Newton desenvolver a teoria da gravitação universal. Contribuiu também para os trabalhos de Galileu Galilei. Quando Newton disse a célebre frase "se enxerguei longe foi porque me apoiei em ombros de gigantes" certamente os ombros de Kepler foram lembrados. A revista Superinteressante numa edição especial[2] colocou-o na lista dos 29 maiores cérebros da história.

Kepler era cristão e sua maior motivação para os estudos era saber que tudo no universo é obra da criatividade do Eterno. No início de sua carreira acreditava que só iria glorificar a Deus se estudasse teologia e se dedicasse integralmente nessa área, mas posteriormente, reconheceu que Deus estava sendo glorificado através de sua vida por suas descobertas científicas e legado. Uma de suas famosas frases é: "Quanto mais o homem avança na penetração dos segredos da natureza, melhor se desvenda a universalidade do plano eterno."

Acredito que maneira mais eficaz de descobrir a vocação é alinhar a consciência humana criada e finita à mente do Deus criador e eterno. Impressionantemente, assim como uma cachoeira segue seu caminho, isso é que de mais natural podemos fazer, o inverso disso gasta muita energia e ultra-esforços desnecessários. Calvino dizia que: "se não houvesse Deus a consciência seria inútil". Gosto dessa frase porque ela é um "chamado" a consciência quanto à pessoa de Deus, e tal consciência se dá ouvindo sua doce e inconfundível voz. Calvino não concebia a ideia de um ser inteligente que não pudesse contemplar a Deus. Leia contemplar e não simplesmente crer. E o que adianta ter consciência e domínio pleno da vocação profissional, consciência das coisas, se não temos consciência contemplativa de quem fez e estabeleceu propósito para todas as coisas?

Publicado no site dos irmãos[3], Fabrício Batistoni citando John Stott diz:

"Stott sabia que nós não somos chamados primariamente para fazer alguma coisa ou ir para algum lugar, nós somos chamados para Deus. A chave para a compreensão da nossa verdadeira vocação é nos envolver num profundo relacionamento com o próprio Deus. Quando nosso desejo se alinha ao chamado de Deus, a jornada da nossa vida é endireitada. (Isaías 40:3; Mateus 3:3; Marcos 1:3; Lucas 3:4; João 1:23) No entanto, quando desejo e vocação traçam rotas por caminhos distantes de Deus, nossa jornada passa a ser marcada por confusão e desespero. "O compulsivo por trabalho, como o alcoólatra, é indiscriminado na sua compulsão. Ele tenta buscar significância pelo trabalho."

Finalmente, para quem está acompanhando os artigos desde o início viu que começamos falar sobre vocação num contexto puramente profissional, agora, entramos um pouco na vocação num encadeamento mais amplo. Penso que todas essas abordagens se comunicam, pois muitas são as pessoas que não entendendo que essa palavra é muito mais abrangente que a maneira simplista que a ela se atribuem, não conseguem realização em nada na vida, tornando-se incansáveis desbravadores da significância, mesmo com todo sucesso, reconhecimento, aplausos e sorrisos.

Será que algum dia alguém irá parar diante de nós GLORIFICANDO O ETERNO por suas obras, congelando aquele momento raro, contemplando nosso curso e desperdício pelo caminho que Deus nos predestinou? Ou ainda termos a mais alta honra de alguém subir em nossos ombros para enxergar Aquele que o mundo não viu nem o pode conhecer?

Continue comigo pelos próximos artigos. Não acabou. Os céus ainda não disseram ponto final. Vamos buscar alinhar nosso desejo ao chamado de Deus. Enquanto isso, maravilhemo-nos nas entrelinhas da frase de Kepler (que seguiu seu curso natural) citando Salmo 19: "os céus contemplam a glória de Deus" e o firmamento anuncia as obras das suas mãos!


Ao Deus que transcende infinitas eternidades, Senhor de ilimitada criatividade, que se humilhou e nos amou com todo o amor que foi é e sempre será.


Seu servente de letras,

© www.uvasroxas.com

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NOTAS:

[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Johannes_Kepler acessado em 30/05/13.

[2] Por Dentro da Mente de 29 Gênios. Superinteressante. Editora Abril. Edição 304-A – Maio/2012.

[3] http://www.irmaos.com/artigos/?id=8094 acessado em 30/05/13.

OS EFEITOS DO COMUNISMO NA SOCIEDADE
26 de Maio, 2013 por Lucianno Di Mendonça


Por Robson Tavares Fernandes

"Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui" João 18:36

Jesus Cristo deixa seu ensino, nessa passagem, esclarecendo que o seu reino não é deste mundo. Isto nos traz a ideia central que a ideia que precisa permear na cabeça de um genuíno cristão é buscar transformar vidas e não a sociedade através da adoção de ideologias políticas.

O Socialismo, segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa é:

"Doutrina que prega a primazia dos interesses da sociedade sobre os dos indivíduos, e defende a substituição da livre-iniciativa pela ação coordenada da coletividade na produção de bens e na repartição da renda".

O Comunismo, segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa é:

Sistema social, político e econômico desenvolvido teoricamente por Karl Marx (v. marxismo), e proposto pelos partidos comunistas como etapa posterior ao socialismo.

O comunismo é um assunto que por natureza é antagônico aos ensinos de Cristo. Por que antagônico? Martin Luther king [1] estabelece três razões pelas quais os dois pensamentos são inconciliáveis. Vejamos:

1. O Comunismo se baseia numa visão materialista e humanista da história e da vida. Segundo a teoria comunista, não é a inteligência nem o espírito que decidem do universo, mas apenas a matéria; esta filosofia é declaradamente secularista e ateísta. Para ela, Deus é um simples mito criado pela imaginação; a religião, um produto do medo e da ignorância; e a Igreja, uma invenção dos governantes para controlarem as massas. O Comunismo, tal como o Humanismo, mantém, além disto, a grande ilusão de que o homem pode salvar-se sozinho, sem a ajuda de qualquer poder divino, e iniciar uma nova sociedade.

2. O Comunismo assenta num relativismo ético e não aceita absolutos morais estabelecidos. O bem ou o mal são relativos aos métodos mais eficientes para o desenvolvimento da luta de classes. O Comunismo emprega a terrível filosofia de que os fins justificam os meios. Apregoa pateticamente a teoria duma sociedade sem classes, mas, infelizmente, os métodos que emprega para realizar esse nobre intento são quase sempre ignóbeis. A mentira, a violência, o assassinato e a tortura são considerados meios justificáveis para realizar esse objetivo milenário. Será isto uma acusação falsa? Escutai as palavras de Lenine, o verdadeiro estrategista da teoria comunista: "Devemos estar prontos à empregar o ardil, a fraude, a ilegalidade e a verdade encoberta ou incompleta". A História moderna tem passado por muitas noites de agonia e por muitos dias de terror por causa desta opinião ter sido tomada a sério por muitos dos seus discípulos.

3. O Comunismo atribui o máximo valor ao Estado; o homem é feito para o Estado, em vez do Estado para o homem. Poderão objetar que o Estado, na teoria comunista é uma "realidade intermediária" que "desaparece" quando emergir a sociedade sem classes. Em teoria, isto é verdade; mas também é verdade que, enquanto o Estado se mantém, é ele a finalidade. O homem é o meio para esse fim e não possui quaisquer direitos inalienáveis; os únicos que possui derivam ou são-lhe conferidos pelo Estado. A nascente das liberdades secou sob um tal regime. Restringe-se no homem a liberdade da imprensa e da associação, a liberdade de voto e a liberdade de ouvir ou de ler. Arte, religião, educação, música ou ciência, tudo depende do Estado, e o homem é apenas o servo dedicado do Estado onipotente.

Por essas razões podemos afirmar a incompatibilidade entre o cristianismo e o comunismo.

Como cristãos precisamos entender que não existem sistemas políticos ou sociais que sejam perfeitos. Quaisquer métodos de governo que o ser humano - por natureza falho e caído – criar, possuirão falhas, porém, se alguém se denomina cristão terá que concordar com os ensinos bíblicos, que declaram de forma clara que o único meio de governo sem erros é a Teocracia, e esta será estabelecida segundo o texto de Isaías 65 ou em Apocalipse 19:15.

R. J. Rummel define o marxismo da seguinte maneira:

"De todas as religiões, seculares ou não, o marxismo é de longe a mais sangrenta — mais sangrenta do que a Inquisição Católica, as várias cruzadas católicas e a Guerra dos Trinta Anos entre católicos e protestantes. Na prática, o marxismo significa terrorismo sanguinário, expurgos mortais, campos letais de prisioneiros e trabalhos forçados assassinos, deportações fatais, fomes provocadas por homens, execuções extrajudiciais e julgamentos "teatrais", descarado genocídio e assassinatos em massa." [2]

Em se tratando de comunismo, basta observar o resultado prático social de países que o adotaram na tentativa de resolver seus problemas. Podemos afirmar com a mais absoluta certeza que o resultado foi catastrófico.

Luís Dufaur escreveu acerca do Livro Negro do Comunismo [3], dizendo o seguinte:

"O Livro Negro do Comunismo, há pouco editado no Brasil, pôs em foco a magnitude dos crimes gerados por esses erros. Desde que foi publicado na França, em 1997, ele suscita apaixonadas polêmicas. Numerosos simpatizantes do comunismo saíram da moita em defesa do partido. No Parlamento francês, o Primeiro-ministro socialista Lionel Jospin correu em socorro de seus aliados do Partido Comunista, denunciados por deputados da direita com base no referido Livro Negro. Apareceu até um volume criticando essa obra, ironicamente intitulado Livro Negro do Capitalismo, aliás tão pífio que a revista "Veja" o qualificou de "obra idiota e estapafúrdia". O Livro Negro do Comunismo foi escrito por esquerdistas. O coordenador da equipe é Stéphane Courtois, diretor da revista Communisme e diretor de investigações do prestigioso Centre National de la Recherche Scientifique de Paris. Ele vem do maoísmo e se define como anarquista. Os títulos e obras dos demais colaboradores ocupam algumas páginas. Por sua vez, a Rússia abriu-lhes arquivos até então zelosamente fechados."

Ou seja, os dados apresentados nesse livro foram apresentados por um comunista e têm como fonte os documentos oficiais de países reconhecidamente comunistas, como Rússia.

Alguns desses dados oficiais e reconhecidamente atestados apresentam os seguintes números de mortes causadas por perseguições geradas pelo comunismo: 20 milhões de mortos na antiga URSS, 65 milhões de mortos na China, 1 milhão de mortos no Vietnã, 2 milhões de mortos na Coréia do Norte, 2 milhões de mortos no Cambodja, 1 milhão de mortos no Leste-Europeu, 250 mil de mortos na América Latina, 1,7 milhão de mortos na África e 1,5 milhão de mortos no Afeganistão.

No total podemos catalogar algo entre 100 e 110 milhões de mortos, vítimas de perseguição comunista. Podemos denominar de um verdadeiro genocídio, pior até que aquele realizado pelo nazismo durante a segunda guerra mundial, que foi de 25 milhões de mortos.

A perseguição, tortura e morte realizada pelo comunismo se aplica a toda e qualquer pessoa que se oponha a seus ditames.

É bem sabido que muitos realizaram perseguições, torturas e mortes em nome do cristianismo, também. Todavia, precisamos entender que essas práticas nunca, jamais, representaram o ensino de Jesus Cristo. Essas práticas realizadas em nome do cristianismo são feitas por pessoas e grupos que não representam a Bíblia em sua essência. O próprio Jesus recusou se apresentar como um anarquista, agitador político, libertador social e muito menos como um perseguidor, torturador ou assassino. Antes, ele foi assassinado, e antes disso, foi perseguido porque recusou-se engajar-se em movimentos políticos e apresentar-se como libertador social. Jesus apresentou-se como o libertador de almas, o salvador de vidas!

A denominada "Santa Inquisição", que não teve absolutamente nada de santa, foi fruto de uma perseguição católica travada contra qualquer um que discordasse de seus preceitos, inclusive crentes que desafiaram o poder do catolicismo ao insistirem em ler a Bíblia e se contrapor aos dogmas antibíblicos do catolicismo.

No site http://solascriptura-tt.org podemos encontrar uma lista de locais e datas que nos revelam alguns números da Inquisição:

1209, em Beziers (França) - 60 mil foram martirizados; 1211, em Lauvau (França) - o governador foi enforcado, sua mulher apedrejada e 400 pessoas queimadas vivas; 1420-1498, o frade Torquemada comandou por 8 anos a morte de 10.200 protestantes e intelectuais queimados vivos; Na Espanha 31.912 cristãos não católicos foram mortos. 291.450 martirizados e dois milhões banidos; 1500-1558, Carlos V eliminou por ordem do papa 50 mil cristãos alemães; 1566-1572, o Papa Pio V exterminou 100.000 Anabatistas; 1572-1585, o Papa Gregório XIII organizou com os jesuítas o extermínio dos protestantes franceses e na noite de 24 de agosto de 1572 mataram 70 mil deles; 1590, o catolicismo eliminou cerca de 200 mil cristãos Huguenotes; 1578-1637, o Monarca alemão Fernando II exterminou cerca de 15 milhões de pessoas.

No livro "Congregacional de Relatórios" encontramos o Juramento dos Jesuítas, que na página 3262 nos diz o seguinte:

"Prometo ensinar a guerra lenta e secreta contra os protestantes e maçons... queimar vivo esses hereges, usar o veneno, o punhal ou a corda de estrangulamento...farei arrancar o estômago e o ventre de suas mulheres e esmagarei a cabeça de seus filhos contra a parede, a fim de aniquilar a raça!...Se eu for perjuro, as milícias do papa poderão cortar meus braços e minhas pernas, degolar-me, cortando minha garganta de orelha a orelha, abrir minha barriga e queimá-la com enxofre, etc.! – Assino meu nome com a ponta deste punhal molhado no meu próprio sangue."

A história registrou que só na Idade Média, anos 500 a 1700, os papas e a Igreja católica romana assassinaram cerca de 50 milhões de cristãos não católicos. Uma média de 40 mil por ano! (Rastro de Sangue, Carról, pág. 26)

No livro "Os Piores Assassinos e hereges da História, de Caim a Saddam Hussein [4] (Jeovah Mendes, edição 1997, págs 249-250) encontramos o seguinte relato acerca do catolicismo:

"Em toda a sua calamitosa história, a Igreja Católica nada mais tem feito que perseguir o homem, sob o sofisma de agir em nome de Deus. Vejamos os morticínios que ela levou a efeito: As cruzadas à Terra Santa custaram à humanidade o sacrifício de dois milhões de vítimas; de Leão X a Clemente IX (papas) os sanguinários agentes do catolicismo, que dominavam a França, a Holanda, a Alemanha, a Flandes e a Inglaterra, realizaram a tenebrosa São Bartolomeu, de que já falamos, degolando, massacrando, queimando mais de dois milhões de infiéis, enquanto a Companhia de Jesus, obra do abominável Inácio de Loyola, cometia as maiores atrocidades, chegando mesmo a envenenar o Papa Clemente XIV. O seu agente S. Francisco Xavier, em missão no Japão, imolava cerca de quatrocentos mil nipônicos; as cruzadas levadas a efeito entre os indígenas da América, segundo Las Casas, bispo espanhol e testemunha ocular de perseguição e autos-de-fé, sacrificaram doze milhões de seres em holocausto ao seu Deus; a guerra religiosa que se seguiu ao suplício do Padre João Huss e Jerônimo de Praga, contou mais de cento e cinqüenta mil vidas imoladas à Igreja Romana; no século XIV, o grande Cisma do Ocidente cobriu a Europa de cadáveres, dado que nada menos de cinqüenta mil vidas foram o preço cobrado pela ira papal; as cruzadas levadas a efeito a partir de Gregório VII (papa), roubaram à Europa cerca de trezentos mil homens, assassinados com requintes de selvageria; nas terras do Báltico, os frades cavaleiros, além de uma devastação e pilhagem completa, ainda sacrificaram mais de cem mil vidas; a imperatriz Teodora, dando cumprimento a uma penitência imposta pelo seu confessor, fez massacrar cento e vinte mil maniqueus, no ano de 845; as disputas religiosas entre iconoclastas e iconólatras devastaram muitas províncias, resultando ainda no sacrifício de mais de sessenta mil cristãos degolados e queimados. A Santa Inquisição, na sua longa e tenebrosa jornada, levou aos mais horrorosos suplícios, inclusive às fogueiras, algumas centenas de milhares de pobres desgraçados; segundo o Barão d´Holbach, a Igreja Católica Romana, pelos seus papas, bispos e padres, é a responsável pelo sacrifício de cerca de dez milhões de vidas. Que mais é preciso dizer"?"

Diante dessas informações afirmamos categoricamente que isto nunca, jamais, representou a instrução da Bíblia Sagrada e muito menos os ensinos de Jesus Cristo! Entretanto, com o comunismo é totalmente diferente, porque os assassinatos e mortes causadas pelo dito sistema realizou tais crimes por ordem e instrução de seus fundadores. Vejamos o que Lenine, estrategista da Teoria Comunista, tem a nos dizer:

"Devemos estar prontos à empregar o ardil, a fraude, a ilegalidade e a verdade encoberta ou incompleta"

De acordo com a agência católica Zenit, em 02/09/1999, o comunismo matou de fome cerca de 3,5 milhões de pessoas na Coréia do Norte. O Jornal do Brasil, em 30/10/99, noticiou que na China, 65 milhões de pessoas foram mortas e na Rússia 20 milhões. Que o Comunismo é responsável pela morte de aproximadamente 100 milhões de pessoas, e que a Comissão sobre Repressão do governo russo concluiu que os bolchevistas mataram pelo menos 43 milhões de pessoas entre 1917 e 1953.

Para o "práxis" marxista, "os fins justificam os meios"; pode-se lançar mão da violência, da corrupção, do roubo, da falsidade e da morte para se implantar o comunismo; tudo é válido... é por isso que o comunismo matou cerca de 100 milhões de pessoas no século XX, e foi o maior fracasso do mesmo século. [5]

E o que o marxismo, o maior dos experimentos sociais humanos, realizou para seus cidadãos pobres, nesse muitíssimo sangrento custo em vidas? Nada de positivo. Deixou em seu rastro desastres econômicos, ambientais, sociais e culturais. [6]

Além de tudo isso, algumas informações adicionais do site da Frente Universitária Lepanto podem ser apresentadas, com base no Livro Negro do Comunismo. Vejamos:

Na Rússia – como em geral nos países que caem nas garras do comunismo – udo começou pela Reforma Agrária. Em 29 de abril de 1918, Lenine decretou "uma batalha cruel e sem perdão contra esses pequenos proprietários de terra". Os bolchevistas passaram a desarmá-los e a lhes confiscar o grão. Quem resistia era torturado ou espancado até a morte. Roubavam-lhes até a roupa interior de inverno e os sapatos, ateavam fogo nas saias das mulheres para que dissessem onde estavam sementes, ouro, armas e objetos escondidos. As violações praticadas então pelos comunistas foram sem conta.

Tendo confiscado o alimento, o governo reduziu o povo pela fome. Só comia quem possuísse o cartão de racionamento distribuído pelo partido... Havia seis categorias de estômagos excomungados. Os burgueses, os contra-revolucionários, os proprietários rurais, os comerciantes, os ex-militares, os ex-policiais foram condenados ao desaparecimento.

A fome prostrou a população. Em 1922 não havia mais revoltas, apenas multidões apáticas implorando uma migalha e morrendo como moscas. Foi o início da primeira grande fome que ceifou 5 milhões de vidas.

Surgiu o canibalismo. Os comunistas deitaram a mão nos bens da igreja cismática (dita ortodoxa), majoritária na Rússia. O confisco ocorreu com profanações e carnavais anti-religiosos. Após sucessivas ondas aniquiladoras, pouquíssimos templos permaneceram abertos. Os "Popes" (chefes da igreja cismática) transformados em agentes do Partido.

Stalin completou a estatização do campo decretando o extermínio imediato de 60 mil chacareiros e o exílio da grande maioria para campos de concentração da Sibéria... Em poucos dias, a meta de 60 mil assassinatos foi superada. Em menos de dois anos foram deportados 1.800.000 proprietários e familiares.

Crianças famintas lotavam as ruas. As que ainda não haviam inchado foram conduzidas a um galpão, onde agonizaram aproximadamente 8 mil crianças. As outras foram despejadas num local longínquo para morrerem sem serem vistas. Esta fase final da Reforma Agrária provocou 6 milhões de mortes. A mortandade causada pelo Grande Expurgo atingiu mais de 6 milhões de pessoas... Durante a II Guerra Mundial, o comunismo russo dizimou as minorias étnicas. Mais de 80% dos 2 milhões de descendentes de alemães que moravam na URSS foram expurgados como espiões e colaboradores do inimigo. Várias outras etnias foram supressas.

A China de Mao-Tsé-Tung seguiu as pegadas da Rússia com aspectos surpreendentes. Assim que se apossava de uma região, o comunismo chinês empreendia a Reforma Agrária. Mas antes de eliminar os proprietários, desmoralizava-os o quanto podia. Eles eram por exemplo submetidos ao "comício da acidez": os parentes e empregados deviam acusá-los das piores infâmias até que "entregassem os pontos", sendo então executados pelos presentes. Um proprietário teve que puxar um arado sob as chibatadas de colonos, até perecer. Chegou-se a obrigar membros da família de um fazendeiro a comer pedaços da carne dele, na sua presença, ainda vivo! A Reforma Agrária chinesa extinguiu de 2 a 5 milhões de vidas, sem contar aqueles que nunca voltaram entre os 4 a 6 milhões enviados aos campos de concentração.

A fome mais mortífera da História da humanidade sacrificou então 43 milhões de vidas! Era proibido recolher as crianças órfãs ou abandonadas.

O sistema amarelo de campos de concentração foi (e continua sendo) o maior do mundo. Até meados dos anos 80, mais de 50 milhões de infelizes passaram por ele. A média de ingresso nesse sistema é de 1 a 2 milhões de pessoas por ano, e a população carcerária atinge, em média, a cifra de 5 milhões. Os presos-escravos vivem psiquicamente infantilizados, num sistema de autocríticas e delação mútua. Esses cárceres, disfarçados em unidades industriais do Estado, desempenharam importante papel nas exportações chinesas. Pense nisso o leitor quando lhe oferecerem um produto chinês a preço ínfimo...

Em 1966, Mao lançou a Revolução Cultural. Tratava-se de reduzir a pó os vestígios do passado, de eliminar tudo quanto falasse da alma espiritual ou evocasse a beleza. Os cenários e guarda-roupas da Ópera de Pequim foram queimados. Tentou-se demolir a Grande Muralha, e os tijolos arrancados serviram para construir chiqueiros! Era proibido possuir gatos, aves ou flores!

Os mortos são calculados entre 400 mil a 1 milhão, e os encarceramentos em torno de 4 milhões: uma alucinante ninharia, se comparada aos massacres da Reforma Agrária e do "salto para a frente"! Apesar disso, a Revolução Cultural serve até hoje como fonte de inspiração para revoluções do gênero.

Os chefes comunistas Cambojanos haviam estudado na França, onde militaram no Partido Comunista Francês, tendo então conhecido as novas doutrinas ecológicas... Sua meta: eliminar o senso da própria individualidade, todo sentimento de piedade ou amizade, qualquer idéia de superioridade. Assim, queriam forjar o "homem novo", integrado na natureza, espontaneamente socialista, detentor de um saber meramente material, de um pensamento que não pensa.

Muitos comunistas ficam revoltados ao serem expostas as ações práticas de suas idéias, todavia, o que se apresentam são fatos, e quais argumentos podem utilizados contra fatos documentados? O que dizer diante de comprovações históricas de milhões de mortes que foram executadas por orientações das "mentes pensantes" elaboradoras de tão cruel "solução social"?. Lembram da instrução: "Devemos estar prontos à empregar o ardil, a fraude, a ilegalidade e a verdade encoberta ou incompleta"?

O que foi feito na Russia dos campos de concentração? Eles existem ainda? Ou foram extintos? Se existem, por que ninguém fala deles? Se foram extintos, que mistério explica o fato de os grandes órgãos de imprensa do ocidente não enviarem jornalistas para entrevistar as vítimas ou filmar os locais de tortura e morte? Por que as ONGS humanitárias não procuraram na Sibéria ou Alhures eventuais sobreviventes? E por que a corte de defensores dos "direitos humanos" não se interessou pelo destino final desses milhões de vítimas? E como explicar ainda seu silêncio sobre os atuais cárceres-fábricas chineses? [7]

R.J. Rummel nos traz o resumo deste artigo de maneira simples - mas não simplista, clara - mas não evasiva, e direta - mas não negligente:

"De todas as religiões, seculares ou não, o marxismo é de longe a mais sangrenta — mais sangrenta do que a Inquisição Católica, as várias cruzadas católicas e a Guerra dos Trinta Anos entre católicos e protestantes. Na prática, o marxismo significa terrorismo sanguinário, expurgos mortais, campos letais de prisioneiros e trabalhos forçados assassinos, deportações fatais, fomes provocadas por homens, execuções extrajudiciais e julgamentos "teatrais", descarado genocídio e assassinatos em massa ... No total, os regimes marxistas assassinaram aproximadamente 110 milhões de pessoas de 1917 a 1987. Para se ter uma perspectiva desse incrível alto preço em vidas humanas, note que todas as guerras internas e estrangeiras durante o século 20 mataram 35 milhões de pessoas. Isso é, quando marxistas controlam países, o marxismo é mais mortal do que todas as guerras do século 20, inclusive a 1 e 2 Guerra Mundial e as Guerras da Coréia e do Vietnã" [8]

O marxismo tem servido de base para o pensamento ateísta, todavia, seria muito bom que todo comunista, bem como todo ateu lembrasse de uma frase pouco conhecida de Karl Marx:

"Perdi o céu, e o sei com certeza. Minha alma, outrora bela a Deus, está agora destinada ao inferno."(Marx. Karl)

Juntamente com essa frase lembrasse das Sagradas palavras contidas na Escritura, que traz a verdade de um Deus que pode dar uma segunda chance:

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" (Mt 11:28)

"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra" (2 Cr 7:14)

Podemos concluir de forma sucinta afirmando que Jesus Cristo é a única solução para a vida do homem. A solução está em uma pessoa – Jesus Cristo – e não em um sistema, e muito menos em um sistema alicerçado no ateísmo e apresentado pelo nome de comunismo, marxismo, socialismo, leninismo ou como você deseje chamar.

Homens direcionados pela Bíblia Sagrada deixaram um legado positivo, real e proveitoso para a sociedade. Homens como:

Isaac Newton (1642-1727) - Teorias sobre a natureza da luz e da gravitação universal, e teve parte na invenção do cálculo.

Michael Faraday (1791-1867) - Refuta de modo efetivo a opinião de que cientistas são avessos à religião revelada.inventou o motor e o transformador elétricos, descobriu a indução eletromagnética, chamou atenção ao campo que envolve um magneto, propôs as ondas eletromagnéticas, e é agora honrado por ter a unidade de capacitância levando seu nome - o farad.

Johannes Kepler (1571-1630) - Astrônomo e matemático alemão, dizia que a doutrina da Trindade lhe sugeriu o sistema heliocêntrico triplo do Sol, estrelas fixas e o espaço entre eles.

Blaise Pascal (1623-1662) - Matemático francês a quem nosso computador muito deve.

Robert Boyle (1627-1691) - Pai da química modernaEm seu testamento deixou uma doação para uma série anual de palestras para combater o ateísmo.

Nicolaus Steno (1638-1686) - Geólogo e anatomista dinamarquês, desenvolveu princípios para descrever rochas sedimentárias que estão ainda em uso em geologia.

Carolus Linnaeus (1707-1778) - Fundador da biologia sistemática moderna e originador da nomenclatura binária, invocou a linguagem de Gênesis 1 em sua definição de espécie.

Lord Kelvin [William Thomson] (1824-1907) - Dissipação de energia útil é uma característica universal descrita no Salmo 102:26.

James Clerk Maxwell (1831-1879) - Resumiu toda eletricidade, magnetismo e ótica em umas poucas equações que ainda formam a base da teoria eletromagnética.

Louis Pasteur (1822-1895) - Lançou o alicerce da teoria de que germes causam doenças e da vacinação preventiva. Ele é bem conhecido pela técnica de pasteurização que leva seu nome.

Homens como você, que podem auxiliar o próximo de alguma maneira se seguirem o caminho maravilhoso da Bíblia Sagrada.

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REFERÊNCIAS:

[1] http://ihaveadream.br.tripod.com/martin12.htm. acessado em 10-03-08

[2] http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2008/01/marxismo-mquina-assassina.html. Escrito por: R.J. Rummel em 13 de julho de 2007, e acessado em 08 mar 08.

[3] http://www.lepanto.com.br

[4] MENDES, Jeovah. Os Piores Assassinos e Hereges da História, de Caim a Saddam Husseim, edição 1997, págs 249-250

[5] O Livro Negro do Comunismo – crimes, terror e repressão. Stéphane Courtois e outros, Ed. Bertrand Brasil, 3ª ed. 2001, 917 páginas; ver a orelha.

[6] http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2008/01/marxismo-mquina-assassina.html

[7] http://www.lepanto.com.br

[8] http://cavaleirodotemplo.blogspot.com e http://www.hawaii.edu/powerkills

Fonte: Calebe - Apologética Cristã
Via: bereianos

AS MÃES NÃO DEVERIAM MORRER
20 de Maio, 2013 por Lucianno Di Mendonça

Por Lucianno Di Mendonça

Minhas queridas mães,

Se existem seres humanos que não deveriam morrer são as mães.

Outro dia sepultamos a mãe de um grande amigo. Eu e o Leonardo ficamos até as 4:00h acompanhando o Uendel em sua dor e velório de sua mãe Cleonice. Foi uma madrugada com a morte ao lado que certamente nos acompanhará por até o fim de nossos dias.

A meia-verdade é que a morte me espanta.

O rei Salomão disse: “É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos, os vivos devem levar isso a sério!”

Enquanto levávamos a sério o dia da morte, tentávamos consolar nosso companheiro, relembrando alguns acontecimentos dos tempos de escola, quando vimos o Aloísio enchendo os olhos d´água...

...de tanto rir... discretamente.

Meu irmão, Aloísio, Leonardo, Uendel e eu tivemos que nos retirar do salão fúnebre, pois, segurar risada faz mal à saúde. Tivemos que ir para um canto inóspito do prédio para não atrapalhar. O Uendel foi junto. Respeitamos profundamente e sentimos a dor do luto dos familiares, não se trata de irreverência, pelo contrário, estar entre amigos num momento como esse, relembrar tempos e rever histórias é uma singela maneira de eternizar quem não queremos sepultar.

Nenhuma mãe deveria morrer.

Cazuza disse: “só as mães são felizes”.

Se um dia Deus apagasse todas as memórias da humanidade sobre como viemos ao mundo, e abrisse um concurso para premiar a maneira mais inventiva que alguém pode planejar sobre como somos concebidos e nascemos, certamente, as mentes mais brilhantes jamais poderiam imaginar algo mais criativo do que carregar outro ser dentro de si, gerá-lo, e finalmente experienciar o ato de “dar a luz”.

Ninguém nunca perguntou aos recém-iluminados, mas acho que choramos ao nascermos porque nos separam de nossa genitora... para sempre. Em nosso nascimento somos separados de nossa mãezinha, em sua morte separam-nas de nós.

Só as mães dão a luz.

Como uma pessoa que dá a luz pode ser apagada da vida? Agora entendo quando muitos filhos perdem o brilho nos olhos ao verem suas mães falecendo: a luz de sua vida está se apagando...

Mas nos resta uma imortalidade e uma esperança.

Para falar sobre a imortalidade, com vocês o grande educador Rubem Alves:

“Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor assim não morre jamais.”

Professoras e professores são mães.

Tenho inúmeras lembranças, mas refiro-me especialmente a Vilma que foi secretária na casa de meus pais por mais de 20 anos, certa vez quando ela deixou de trabalhar conosco por um tempo, todos os dias acordava cedo e ia para a esquina e se escondia, somente para me ver passar a caminho da escola, e ali, por detrás de um muro ou árvore, chorava de saudades... aquele "pingo de gente" cabisbaixo, chutando pedras, limpando remelas, com uma pasta pesada nas costas, mal sabia que havia um anjo acompanhando cada passo seu, talvez jamais alguém me ensine amor, sacrifício, humildade e abnegação tanto quanto ela. A Luciana, minha esposa, que foi a primeira pessoa que leu a Bíblia para mim, não posso imaginar quem seria hoje sem aquelas leituras eternas em bancos de praça. A Ana Lúcia que quando não tive ninguém para me ouvir e cuidar de minhas feridas profundas estendeu a mão e tirou-me do buraco. A professora Fernanda, que está me ensinando fazer o que mais amo fazer na vida: escrever.

Deveria haver um exame, um tipo de ressonância magnética cerebral para descobrir quanto de cada professor acadêmico e prático há em nossa fala, gestos, atitudes e pensamentos. Mas Rubem Alves tem razão, os que morreram imortalizaram-se em nós, ainda que em pequenas partículas de vida.

- "Mas Lucianno, Dia das Mães, festa, churras, macarronada, música, reunião de família, menino correndo e gritando, vovô segurando a peruca, e você falando de morte?! Não daria para falar noutro assunto?"

- Não.

Não porque a mãe do meu pai já se foi. A mãe da minha mãe também e nem em seu velório pude estar. A mãe do Uendel expirou a alguns dias. A mãe de meus primos José Manuel, Arthur e Maria Raquel, quando falei com ela da última vez estava por entrar na ambulância indo falecer no hospital. A mãe da minha prima Fernanda morreu. A mãe da Bianca faleceu. A mãe da Cárita também. A mãe da Beatriz e do Alexandre da mesma forma. A mãe da Eni (do Seminário Teológico, outra mãe que tenho) experimentou o passamento a 40 anos e até hoje o dia das mães é um dia difícil para ela, e sempre será. Despedi-me da dona Ana numa cama de hospital combinando de um dia reencontrarmo-nos. A mãe do Bolinha e a mãe do Erick faleceram. A mãe de Jesus também...

Por isso, finalizo falando da esperança que nos resta.

Desta vez com a palavra, ele, o grande (Santo) Agostinho: “Maria tornou-se mais feliz recebendo a fé de Cristo do que concebendo a carne de Cristo.” Não sou eu quem está dizendo, mas o Santo Agostinho, precisa de alguma referência? Algumas frases não são tão interessantes em si, mas da boca de quem saiu, torna-se uma bomba.

Querida mãe, amigos mestres e mestras amigas, a morte me espanta, mas a vida incriada e sem fim muito mais. Todos os assombros do mundo não seriam suficientes para mover um milímetro do véu que paira sobre os olhos de muitos que ainda não enxergaram a Vida.

Assim como Maria, mais felizes seremos recebendo a fé de Cristo: o Deus sobre tudo, o Deus que transcende o nada quando somente o nada existia, SENHOR da morte para sempre. Depois que tudo se acaba, todos morrem no final do filme, não há a quem recorrer, essa é a esperança que nos resta...

Eu te amo minha maravilhosa mãe Amália, obrigado por dar a vida por mim quantas vezes for necessário, você é a melhor mãe do mundo. Obrigado mulheres e mães imortais da minha vida. Vasculho, mas não encontro palavras para dizer o quanto sou grato. Estou aprendendo a ver o mundo pela magia de vossas palavras...


Assinam-me:
Amália (minha mãe), Vilma (mãe do Nenezinho), Vânia (mãe da Beatriz), Ana, tia Geralda (mãe do Múcio), tia Vilma (mãe da Andrea), tias Marilu, Maura, Nedy, Desire e Terezinha, Luciana, Profª Fernanda Nakamura, Profª Silvia, Profª Jucelém, Darci (mãe do Georton), Ana Lúcia (mãe do Leonardo) Francisca (mãe da Fernanda), Vânia (mãe do Diego), Ivone (mãe da Giovana), Ana Lúcia, Dona Peixota, vovó Geralda, vovó Gumercinda, Maria (mãe de Jesus)... e tantas outras Marias...

OS PERIGOS DE UMA HISTÓRIA ÚNICA
12 de Maio, 2013 por Lucianno Di Mendonça

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Olá Uvas Roxas,

Nunca fiquei tanto tempo sem publicar. O carregador do meu computador estragou (e vai demorar arrumar) por esse motivo fiquei sem a principal ferramenta, sem contar que todos os textos estão no mesmo computador, resultado (como diz meu pai): fiquei num mato sem cachorro. Mas nem tudo estava perdido, sempre há uma saída, e como dizem os embusteiros pregadores da prosperidade e despregadores do evangelho: “determinei minha vitória”, “alcancei meu inimigos e os atravessei”, “fui fiel na campanha”, “não aceitei a derrota”, e escrevi dois textos.

Problema resolvido? Nãooooo. Uma de minhas professoras num extremo ato de caridade e paciência está me ensinando a escrever, por isso, como alguns textos passo a ela para dar uma olhada, tais escritos demorarão um pouco mais a cair na rede.

Por tudo isso venho aqui, com o intuito de dar uma satisfação aos leitores, inclusive a mim mesmo (risos). Aprendi que uma obra não é feita somente pelo escritor, mas por três elementos: o escritor, o meio impresso ou virtual que se dá essa comunicação e o leitor. Por isso, você é escritor aqui, assim como, também sou leitor.

Às vezes confundo tanto essa tríade, que fico imaginando: “o que será que ele(eu) vai(vou) publicar essa semana? Qual será o título? Se EU LEITOR soubesse antecipadamente o título, será que escreveria diferente do EU ESCRITOR? Por outro lado, quando leio meus textos, muitas vezes não vejo a mim, mas outros escritores, mestres e amigos(as) aos quais ouço. Nisto sempre acreditamos, os comentários no blog refletem bem esse conceito.

Conversa vai e conversa vêm, não estou aqui para encher linguiça, mesmo porque, consegui um carregador de um amigo no seminário e estou na minha máquina, com acesso a alguns artigos prontos para serem publicados, mas resolvi compartilhar uma alegria que me ocorreu hoje.

Acabo de sair do primeiro encontro de escritores cristãos (em Anápolis), nem nome tem, foi apenas um encontro de escritores anônimos, iniciantes ou já experientes, mas que em comum tem amor as letras. Assistimos uma excelente palestra com a Dra. Else Lemos abordando temas como: mercado editorial, publicação independente, editoras, literatura, contação de histórias, livros técnicos, poesia, etc, oramos juntos e nos conhecemos.

Uma frase que não esquecerei é: “Quer aniquilar a história de um povo? Conte a história deles.” Isso inibe e impede que seu próprio povo conte sua própria história, ou seja: a verdadeira história. A palestrante trazendo a frase para o nosso contexto, mostrou dezenas de manchetes da mídia (pesquisa das últimas semanas) falando sobre os cristãos, deixando muito claro que o que a mídia está contando sobre nós representa a parte mais podre de pessoas e grupos que se dizem cristãos, mas na verdade nada tem haver com o evangelho de Cristo. Isso porque estamos deixando charlatões, falsos evangélicos, pérfidos pastores (adjetivos meus, a palestrante foi mais polida) e outros povos (não cristãos) contarem a nossa história. É mais ou menos como se SOMENTE um argentino ensinasse história do Brasil aos ingleses na língua grega. Não vejo problema em um argentino contar a minha história, mas ter a contação de história do hermano como única "não dá né meu irmão?!"

Else também mostrou um vídeo de uma contadora de histórias nigeriana falando de sua vida como escritora contando história de seu povo nos EUA, seu nome é Chimamanda Adichie (veja o imperdível video aqui). Esse comentário de uma moça no youtube fala por si: "Já perdi a conta de quantas vezes assisti esse vídeo. É maravilhoso..."

Enfim, meus parabéns ao Wilhan, Rogério, Jesus, Luis César e a todos os amigos que estão nesse barco, dos quais tenho o privilégio de fazer parte (que entrei de gaiato), descascando batatas no porão (“com muito louvooooor”, humm, desculpe a piada interna de um povo, foi só para descontrair). Até ao próximo encontro.

Quem quiser participar (além de mim mesmo) entre em contato comigo.

Obs: Essa semana publicarei um texto fazendo uma associação entre a morte, as mães e a vida. Venha e traga um amigo, uma Crush e um bolo de três cores.

Com Deus.

QUEM ESTÁ BEBERICANDO

Shirley Heinen
NASCER VELHO, MORRER CRIANÇA
Amei essa história do Chico anisio bem bolada e muito interessante . Parabéns.

HERMINIO
VOCÊ É SANTO LUTANDO PARA NÃO PECAR OU PECADOR LUTANDO PARA SER SANTO?
PARABÉNS DISSE TUDO QUE PENSO E O QUE A PALAVRA DIZ: POIS QUANDO JESUS DISSE ESTÁ CONSUMADO NO GRE...

igor pereira
NASCER VELHO, MORRER CRIANÇA
eu adoro essa crônicas do chico anisio

Vanderlei
PORQUE FOMOS MEMBROS E OBREIROS DA IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS
oq ele falou é verdade e quem vive la seja pastor obreiro auxiliar sabe disso, mas preferimos não ...

MARIA LUCIA
PORQUE FOMOS MEMBROS E OBREIROS DA IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS
AUTOR E COMENTARISTAS CHEGUEI NA NA IURDE JA FAZ B...

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